Esta é a psicologia decodificada por Maureen Murdock, uma psicoterapeuta junguiana que estudou com Joseph Campbell.
O eixo central quando mulheres compram coisas é "recuperar o verdadeiro eu".
Seja Cinderela, Rapunzel ou Frozen,
a protagonista é uma mulher, e o príncipe e o vilão são apenas coadjuvantes para a "protagonista recuperar o verdadeiro eu".
O eixo é "a protagonista recuperando o verdadeiro eu".
É assim que se cria uma história na qual as mulheres podem se projetar e aproveitar.
Ao aplicar essa narrativa, você cria textos de vendas que fazem as mulheres quererem comprar.
Lembre-se da Cinderela.
Ela não treina. Ela não evolui de nível. Não há cenas especiais de treinamento.
Um dia, uma fada madrinha aparece, dá a ela um vestido, sapatos e uma carruagem, e ela vai ao baile.
E o príncipe é—um "coadjuvante".
O eixo da história não é "casar com o príncipe".
É que o "verdadeiro eu", escondido sob a aparência de Cinder-ella, vem à tona por apenas uma noite.
Rapunzel e Frozen têm a mesma estrutura.
A protagonista é uma mulher. Todos os personagens ao redor dela são papéis coadjuvantes para que ela recupere seu verdadeiro eu.
E—"o momento em que uma mulher paga segue a mesma estrutura".
Antes de entrarmos no assunto principal, um aviso.
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1. A "Jornada do Herói" só pode ser usada pela metade
O modelo de história mais famoso é a "Jornada do Herói".
Foi uma estrutura extraída pelo mitólogo Joseph Campbell ao comparar mitos de todo o mundo.
Sair da vida cotidiana, enfrentar provações, lutar, conquistar um tesouro e voltar.
Filmes de Hollywood, mangás shonen e histórias de sucesso em livros de negócios seguem esse padrão na maioria das vezes.
Por isso, os textos de vendas também são escritos nesse padrão.
"Mude o seu eu atual."
"Suba um degrau de cada vez."
"Se você se esforçar, vai conseguir no final."
Isso funciona bem. No entanto, só funciona para pessoas específicas.
É forte para quem consegue embarcar no roteiro de avançar, construir e conquistar.
Mas há pessoas que não conseguem embarcar.
São pessoas que sentem que a resposta está no "antes", e não no "depois".
Em vez de haver algo no fim da construção, elas sentem que "o que eu já tinha se perdeu em algum lugar do caminho".
Se você disser a alguém que se sente assim para "subir um degrau de cada vez", isso não vai tocar essa pessoa.
Porque o que essa pessoa procura não é "para cima".

▶️ Coisas que você pode fazer a partir de hoje
- Releia a descrição do seu produto para ver se está escrita como "vamos mudar".
- Substitua "mudar" por "voltar" ou "lembrar" e compare qual delas ressoa mais.
- Perceba se o que a outra pessoa procura é "para cima" ou "para trás".
Mesmo que você aponte para cima, quem perdeu algo não vai sair do lugar.
2. A aluna de Campbell contestou o mentor
Existe uma história interessante aqui.
Havia uma psicoterapeuta junguiana que estudou com Campbell: Maureen Murdock.
Ao atender clientes mulheres, ela percebeu algo.
A "Jornada do Herói" do mentor dela não se aplicava de forma alguma às mulheres à sua frente.
Mulheres que lutaram e venceram de alguma forma murchavam. Algumas se sentiam vazias no momento em que alcançavam o sucesso.
Então, em 1990, ela escreveu um livro chamado "A Jornada da Heroína".
O caminho mostrado nele era assim:
- Distanciar-se temporariamente dos valores femininos
- Tentar ser reconhecida pelas regras do mundo masculino
- Até conseguir sucesso. Porém, definhar espiritualmente
- Voltar-se para dentro
- Recuperar o que foi deixado para trás e integrar os dois lados
Não é uma história de subir e vencer.
É uma história de "partir e voltar".
E aqui está o ponto principal.
Quando Murdock contou esse conceito ao próprio Campbell,
ele rejeitou, dizendo:
"As mulheres não precisam fazer a jornada. Na tradição mitológica, a mulher já está lá. Ela só precisa perceber que é o lugar que todos tentam alcançar."
Campbell pretendia negar.
Mas releia isso.
Não precisa subir. Você já tem. Basta perceber.
A pessoa que negou expressou isso da forma mais sucinta.
E essa é exatamente a explicação de por que as mulheres compram coisas.

▶️ Coisas que você pode fazer a partir de hoje
- Releia seus posts para ver se eles se tornaram uma "história de subida".
- Encontre uma parte onde você possa dizer com firmeza: "Você já tem isso."
- Quanto mais você está em uma posição de ensinar, mais quer construir escadas. Perceba esse impulso.
Heróis vão para vencer. Heroínas vão para recuperar.
3. O verdadeiro motivo pelo qual donas de casa compram "cursos para ganhar dinheiro"
Esta é a parte mais mal compreendida.
Muitas donas de casa compram cursos como "100.000 ienes por mês no Instagram" ou "Ganhe dinheiro em casa".
Ao ver isso, muitos pensam:
"Porque têm tempo" ou "Porque precisam de dinheiro".
Isso está meio certo. Mas, se fosse só isso, existem "opções mais baratas e mais garantidas".
Se você arrumar um emprego de meio período, com certeza pode ganhar 100.000 ienes por mês. Não há risco.
Mesmo assim, por que elas pagam centenas de milhares de ienes para comprar um curso?
Lembre-se da primeira etapa de Murdock.
"Distanciar-se temporariamente dos valores femininos."
Nos tempos modernos, isso costuma acontecer com o casamento e a maternidade.
Tornar-se a "Mamãe do [Nome do Filho]". Tornar-se um membro importante da organização familiar.
Isso por si só é uma coisa feliz. Mas, ao mesmo tempo, esse sentimento permanece:
"Eu" fui deixada para trás em algum lugar.
E a terceira etapa: murcha mesmo com tudo indo bem.
A casa está funcionando. As crianças estão crescendo. Não há motivo para reclamar.
Mas, por algum motivo, é doloroso.
Aqui, vou falar sobre outro conceito psicológico.
O conceito de "necessidade de pertencimento" estruturado por Baumeister e Leary em 1995.
Ele defende que "querer estar conectado com alguém" é uma motivação humana básica, no nível da sobrevivência.
A entrada de donas de casa em comunidades ou escolas está relacionada a isso.
O pertencimento à família existe. Mas o pertencimento como "eu enquanto indivíduo" desapareceu antes que elas percebessem.
Então, isso pode ser reorganizado assim:
- Querer ganhar dinheiro → "Quero usar meu potencial original mais uma vez"
- Querer amigos → "Quero recuperar um lugar para mim como indivíduo"
Em outras palavras, elas não estão comprando um curso.
Elas estão comprando "a entrada para a quarta etapa de Murdock".
Nessa história, o smartphone vira o sapatinho de cristal, e as redes sociais viram a carruagem de abóbora.
E—você, o vendedor, é a fada madrinha. Você não é o protagonista.

▶️ Coisas que você pode fazer a partir de hoje
- Tente colocar "Você pode recuperar" antes de "Você pode ganhar dinheiro".
- Na descrição do produto, escreva "quem você pode voltar a ser" antes da justificativa do preço.
- Ao vender uma comunidade, explique-a como um "lugar de pertencimento" em vez de usar o número de pessoas.
O que elas compram não é um produto. É a entrada para uma história.
4. Meu smartphone era um sapatinho de cristal
Estou escrevendo tudo isso, mas não comecei meu negócio depois de conhecer essa teoria.
A ordem foi inversa.
Meu marido adoeceu com COVID longa e ficou de cama. Meus filhos tinham 1 e 5 anos.
Eu era professora de educação infantil. Eu dava conta do trabalho, dos cuidados de enfermagem e das crianças sozinha por um ano, e então pedi demissão.
O que restou foi um smartphone.
A partir dali, eu fiz Instagram Live todos os dias durante 100 dias.
Olhando para trás, era exatamente essa estrutura.
- Começou de um estado coberto de cinzas
- Não havia escadas que eu pudesse subir em primeiro lugar
- O que eu tinha era um smartphone = um sapatinho de cristal
- Instagram Live = uma carruagem de abóbora
- E "eu era a protagonista da minha própria história"
A última linha é a importante.
Se alguém tivesse me dito na época: "Se você fizer este curso, pode ganhar dinheiro", provavelmente eu não teria comprado.
O que eu queria não era um jeito de ganhar dinheiro.
Era a sensação de que "ainda posso fazer alguma coisa".
A partir do momento em que isso foi confirmado, minhas ações mudaram. Os números vieram depois.
É por isso que agora, estando do lado de quem vende, eu entendo.
O que a pessoa à sua frente quer não é um método.
É uma confirmação de que ela ainda não está acabada.
O método se torna necessário depois disso.

▶️ Coisas que você pode fazer a partir de hoje
- Lembre-se do que você queria no momento em que se moveu pela primeira vez.
- Era um método, ou era a sensação de que "ainda posso fazer isso"?
- Coloque em palavras o que funcionou para você. Isso vira a descrição do produto.
Elas parecem estar buscando um método, mas na verdade estão buscando permissão.
5. Quem vende pode ser apenas um coadjuvante
Para finalizar, uma conversa prática.
Ao vender para mulheres, há uma coisa que você nunca deve fazer.
"O vendedor se tornar o protagonista."
"Eu consegui assim"
"Meu método é incrível"
"Você vai se dar bem se me seguir"
Isso é como a fada madrinha entrar na história da Cinderela e falar sem parar sobre si mesma.
Até o príncipe é coadjuvante. Se a fada madrinha faz o papel principal, a história quebra.
Então, o que você faz?
Como coadjuvante, não atrapalhe.
Especificamente, é assim:
- Apresente as conquistas não como "grandeza", mas como "prova de que isso também vai acontecer com você"
- Fale sobre a sua própria história apenas nas partes que se sobrepõem à história da outra pessoa
- Não ensine; apenas faça lembrar
- Escreva o objetivo não como "Você vai se tornar XX", mas como "Você vai recuperar XX"
No entanto, há uma condição.
Quem vende precisa estar em um estado de já ter recuperado.
Se a fada madrinha está coberta de cinzas, ninguém vai acreditar na mágica.
Porque para a leitora, você é "meu eu do futuro".
Em outras palavras, o que se exige de quem vende não é o "tamanho da conquista".
É se você "parece alguém que já recuperou".
Quando você entende isso, o que você deve mostrar nos seus posts muda.
Você não precisa listar números.
Apenas mostre "o que você recuperou".

▶️ Coisas que você pode fazer a partir de hoje
- Releia seu perfil e veja se o assunto é excessivamente sobre você.
- Reescreva as conquistas de "grandeza" para "prova".
- Coloque em palavras uma coisa que você recuperou.
Se a fada madrinha faz o papel principal, a história quebra.
5 padrões comuns entre "pessoas que não conseguem vender para mulheres"
① Transformar em uma história de subida com "se você se esforçar" ou "se você fizer um esforço"
② Usar as conquistas como intimidação em vez de empatia
③ Falar da própria história por mais tempo do que a história da outra pessoa
④ Parar no "você pode ganhar dinheiro" e não chegar ao "você pode recuperar"
⑤ Explicar a comunidade pelo número de pessoas em vez de como um lugar de pertencimento
Autoavaliação: 10 itens para "pessoas escolhidas pelas mulheres"
□ A descrição do produto inclui palavras como "recuperar" ou "lembrar"
□ Você confirmou que não é uma estrutura que as faz subir
□ Você apresenta as conquistas como "prova"
□ A história da outra pessoa é mais longa do que a sua
□ Você consegue colocar em palavras as emoções que vão além do "ganhar dinheiro"
□ Você consegue explicar a comunidade como um "lugar de pertencimento"
□ Você entende que o que a outra pessoa realmente quer não é um método
□ Você consegue dizer uma coisa que recuperou
□ Você tem consciência de não ser o protagonista como vendedor
□ Você entende que esta é uma conversa sobre tendências e não se aplica a todos
Se 7 ou mais itens se aplicam, você já está atuando como coadjuvante. Mesmo que sejam 3 ou menos, não é um problema. Isso não é talento, mas uma diferença entre "conhecer ou não a estrutura da história".
Resumo: quando você para de apontar para cima, começa a vender
- A Jornada do Herói é "subir e conquistar". A Jornada da Heroína é "partir e recuperar".
- O que Murdock mostrou em 1990 foi o fato clínico de que, quanto mais bem-sucedida uma mulher é, mais ela murcha.
- Donas de casa compram cursos para recuperar "a si mesmas", não apenas um jeito de ganhar dinheiro.
- Quem vende é a fada madrinha. O protagonista é sempre a outra pessoa.
- O que se busca não é o tamanho da conquista, mas se você parece alguém que já a recuperou.
Observe que esta é uma conversa sobre tendências. Não se aplica a todas as mulheres, e alguns homens também se movem por essa estrutura. Ainda assim, funciona surpreendentemente bem como uma linha auxiliar na hora de pensar em como vender.
Coisas para fazer a partir de amanhã
- Reescreva o "se você se esforçar" na descrição do produto para "você pode recuperar".
- Releia seu perfil e veja se o assunto é excessivamente sobre você.
Coisas para fazer dentro de um mês
- Mude a forma como você mostra as conquistas: de "grandeza" para "prova".
- Verbalize uma coisa que você recuperou e incorpore-a aos seus posts.
Coisas para fazer a longo prazo
- Mude o tom geral dos seus posts de "ensinar" para "fazer lembrar".
- Continue em um estado de quem já recuperou.
Qual você acha que é a cena mais importante da história da Cinderela?
Não é o baile. Não é o momento em que o sapatinho de cristal se encaixa no pé dela.
É o momento em que ela, coberta de cinzas, pensou: "A verdadeira eu não é assim".
Porque aquele momento existiu, a mágica teve sentido.
A cliente à sua frente agora também está nesse momento.
O que você faz não é preparar escadas.
É "fazer com que ela perceba o que já tem".
Por fim
O design de posts escolhidos pelas mulheres e o processo para transformá-lo em profissão serão apresentados apenas para quem se cadastrar.
Receba os "50 Benefícios de Luxo" para Instagram x Vendas de Conteúdo por tempo limitado 🎁
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👉https://utage-system.com/line/open/kVVp89lnbKa5?mtid=DNs9phnmOfRQ
*A teoria apresentada neste artigo mostra tendências de grupo e não se aplica a todas as pessoas. Além disso, as conquistas descritas são resultados individuais e não garantem sucesso.





