“Fique confortável com o desconforto” é um mantra para muitas pessoas que buscam desafios difíceis.
Atletas de resistência, lutadores de MMA, fisiculturistas, praticantes de CrossFit.
Então, como é que alguém consegue correr uma ultramaratona de 160 km, mas não consegue ter uma conversa difícil com o parceiro?
A mesma pessoa que está disposta a acordar às 6h da manhã, pular no banho de gelo e manter a dieta, também tem medo de dizer a um funcionário que ele está com baixo desempenho, ou de se abrir com um amigo sobre como está se sentindo mentalmente.
Não estou dizendo que o banho de gelo e a corrida às 6h da manhã não sejam difíceis — eles são.
Mas também parece óbvio que existem certos domínios da sua vida onde você está preparado para ser forte, e outros onde o seu “músculo de encarar o difícil” é totalmente inexistente.
Na verdade, eu diria que algumas pessoas usam sua capacidade física como uma muleta para se desculpar ou se distrair de enfrentar sentimentos difíceis.
Resumo: Muitas pessoas se sentem confortáveis com o desconforto, desde que possam escolher o desconforto. E só porque você arrasa fisicamente, não significa que seja corajoso emocionalmente.
(Como alguém que levanta pesos há 20 anos, mas só fez trabalho emocional há 2, conheço bem esse paradoxo.)





